RORAIMA – Nesta última terça-feira policiais militares atenderam a um chamado de um gerente de supermercado, que confirmou a solicitação da detenção do indígena. O cliente José dos Pires Fonseca, que presenciou a cena, afirmou “O índio entrou no mercado completamente nu, aparentemente bêbado, e foi preso quando encostava suas partes íntimas nos produtos congelados”.
Os policiais que detiveram o índio, confirmaram o abuso por parte do indígena Miguel dos Anjos, que parecia zombar dos demais clientes do supermercado quando esfregava suas partes nos produtos alimentícios.
Guilherme Zanfroni Júnior, delegado do caso, sustentou que os policiais agiram dentro da legalidade, ou seja, a prisão foi legítima.
Nesta quarta, o advogado da FUNAI, Evangelino Pereira de Souza, entrou com habeas-corpus para a libertação do indígena. Ao ser entrevistado na saída na delegacia, na manhã de hoje, afirmou “É uma completa falta de sensibilidade por parte das autoridades. Um desrespeito à cultura milenar do pataxó, tantas vezes já mal tratada pelo homem branco.”
Também pela manhã de hoje, uma senhora foi depor na delegacia. Jusimara Patreli Oliveira, 69 anos, que estava no supermercado quando o pataxó foi detido. Na saída da delegacia disse indignada que “Todos os produtos que o índio pegava com as mãos, passava no pênis.” A senhora ainda esbravejou pedindo que a justiça seja feita no caso.
A decisão do habeas-corpus ainda não foi tomada por parte das autoridades competentes, enquanto isso o índio continua detido.
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Que pataxú sacana!
“Todos os produtos que o índio pegava com as mãos, passava no pênis.”
Cadeia nele!!!